Programa Lori Zippay | Traduções transculturais

Anna Bella Geiger (Brasil) | Elementary Maps no. 3, 1976, 3’12’’
Éder Santos (Brasil) | Rito e Expressão, 1988, 8’13’’
Francesc Torres (Espanha) | Sur del Sur, 1990, 16’24’’
Antonio Muntadas (Espanha) | Alphaville e outros, 2011, 9’18’’

23h15 – Programa LORI ZIPPAY

TRADUÇÕES TRANSCULTURAIS

Duração: 40’

 Electronic Arts Intermix (EAI) é uma instituição com sede em Nova Iorque, dedicada à fomentação da criação, exibição, distribuição e preservação de obras de imagens em movimento. O arquivo da EAI, com cerca de 3700 obras de arte, engloba trabalhos que vão dos anos 1960 até ao presente, com obras seminais da vídeo arte, criações de artistas pioneiros, até trabalhos digitais das novas gerações.

Este programa, desenhado a partir dos arquivos da EAI, apresenta quatro artistas – Anna Bella Geiger, Éder Santos, Francesc Torres e Antonio Muntadas, cujos trabalhos de vídeo exploram a estratificação de realidades e representações culturais e históricas. São obras politicamente carregadas que confrontam mitos e associações culturais, usando o desenho e a linguagem, a arquitectura e o imaginário dos media. Empregando estratégias que vão desde a performance directa à colagem electrónica poética e apropriação estilizada dos media, estes artistas questionam as traduções culturais e históricas de significado.

A vídeo performance a preto e branco, Elementary Maps no.3, criada em 1976 pela artista pioneira Anna Bella Geiger, conjura um jogo irónico de palavras e imagens que revela estereótipos culturais. Em Rito & Expressão, de 1988, a sobreposição electrónica de Éder Santos da arquitectura religiosa barroca e com rituais africanos ecoa uma complexa estratificação e transposição de histórias culturais. Frances Torres, no seu Sur del Sur de 1990, constrói um ensaio de sobreposição do tempo, memória e histórias de um local, a cidade de Sevilha. O vídeo de António Muntadas, Alphaville e outros, 2011, forja uma paisagem carregada de medo e isolação urbana ao justapor o filme sci-fi distopiano de Jean Luc Godard e um condomínio fechado em São Paulo.

Ao longo de cinco décadas e por meio de tecnologias em evolução, estes artistas traçam uma investigação sobre as traduções ressonantes da cultura e da história.

Lori Zippay, 2017

Jardim do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado

Quinta-feira, 24/8

23h15 | Programa Lori Zippay

Traduções transculturais

Anna Bella Geiger (Brasil) | Elementary Maps no. 3, 1976, 3’12’’
Éder Santos (Brasil) | Rito e Expressão, 1988, 8’13’’
Francesc Torres (Espanha) | Sur del Sur, 1990, 16’24’’
Antonio Muntadas (Espanha) | Alphaville e outros, 2011, 9’18’’

LORI ZIPPAY
(Estados Unidos da América)

Lori Zippay é directora executiva da Electronic Arts Intermix (EAI), em Nova Iorque, uma organização sem fins lucrativos dedicada às artes em meio digitais. Ao longo de trinta anos, Lori Zippay dedica-se à promoção, distribuição e preservação da vídeo arte. Curadora e conferencista, escreve sobre artes digitais, tendo organizado vários projectos de curadoria, preservação e educação com artistas estabelecidos e emergentes. Desenvolveu e é curadora da importante colecção da EAI com 3500 obras de arte digital, novas e históricas. É co-autora das extensas publicações on-line e recursos digitais da EAI, Participa de seminários em museus e universidades em todo o mundo, incluindo o Smithsonian Museum of American Art, Washington, DC; Centre Georges Pompidou, Paris; Universidade de Westminster, em Londres, Center for Curatorial Studies, Bard College, em New York; San Francisco Art Institute , Museu da Cidade de Gwangju, Coreia do Sul; Kumu Art Museum, Tallinn, Estónia, Museu Guggenheim, de New York; Palazzo della Arte, Nápoles, Itália, e Museo de Arte Reina Sofia, Madrid, entre muitos outros.
Em 2006 foi “Visiting Critic” no curso de Pós-Graduação em Arte da Universidade de Yale. Integrou painéis internacionais, simpósios, júris de festivais e direcções consultivas, incluindo o Comité Consultivo para a primeira Bienal de Gwangju, na Coréia do Sul.