OPEN CALL
// The Fly House, 2017, 1’20’’

The Fly House alude para um estudo da imagem, como se tratasse de uma mensagem de carácter etnográfico-antropológico. Os registos videográficos presentes foram elaborados em Citadella, um forte localizado no topo do Monte Gellért, em Budapeste, Hungria, que ocupa um lugar estratégico de extrema importância na história militar da cidade. A única casa presente neste local obedece a uma tipologia familiar contemporânea, e é apresentada como elemento central da obra, circundada por animais voadores como abelhas, aves, borboletas e mosquitos. As imagens mostram o que acontece, obedecendo a um jogo entre o facto e a imagem, ao mesmo tempo que é criada uma analogia entre os espaços público e privado, acedendo a um imaginário em que a “casa mosquito” é ao mesmo tempo uma “casa voadora”.

Produção e realização: Bárbara Bulhão

BÁRBARA BULHÃO 
Bárbara Bulhão (Évora, 1992). Vive e trabalha em Lisboa.
Licenciatura em Escultura na Universidade de Évora (2013), Mestrado em Estudos de Escultura, na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa (2015). Cursou o Independent Study Programme Maumaus – Escola de Artes Visuais, em Lisboa (2016). Das exposições individuais, destacam-se: Telhados de casas maiores que a minha, inserida no Ciclo António Duarte, Hotel Madrid (Caldas das Rainha, 2016), Duas Naturezas, um Homem, Galeria do Museu Arqueológico do Fundão (Fundão, 2014). Das exposições coletivas nomeiam-se: RE TORNAR TERRA, Galeria Bangbang (Lisboa, 2016). Vencedora do concurso Artes e Talentos 2016, Porto. Participou projeto Imago Mundi da Benetton Foundation, a convite do CAC Málaga Centro de Arte Contemporânea, Málaga (Espanha, 2015). Participou também no intercâmbio artístico Lisboa-Budapeste (2017), nas Residências Artísticas RésVés, em Mértola (2016) e na Praia da Vitória nos Açores (2015).