ANA PATRÍCIA COIMBRA DE MATOS (PT)
// Depois do Ocaso, 2017, 3’05’’

Negação e fuga. Catarse. Rendição.
E depois: que possibilidades serão libertas?

Depois do Ocaso (2017) é um vídeo de cariz experimental que funciona como metáfora – tão cromática quanto narrativa – deste ciclo tantas vezes experienciado ao longo dos percursos de existir, viver e sentir.

Equipamento: Canon 600D.
Som: Composto pela autora a partir de i) sons solares captados pelo Solar Dynamics Observatory (SDO) da NASA e ii). Efeitos sonoros disponibilizados no website Freesound.org (Creative Commons).
Software de edição: Sony Vegas Pro e Audacity.

ANA PATRÍCIA COIMBRA DE MATOS
Patrícia Matos, natural de Tondela (Portugal), concluiu a Licenciatura em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto em 2016, tendo descontinuado uma prévia carreira científica em prol de uma artística. Expõe desde 2015, individual e colectivamente.
Os seus interesses têm incidido na Pintura e na Videoarte. Em ambos os media aposta numa cromática criteriosa e num fenómeno de fragmentação das formas e das forças para expressar a ligação sensorial e emocional que estabelece com o mundo – seja ele interior, exterior ou ambos em simultâneo – e assim o reformular. Considera que a empatia despertada no observador e a interpretação que este dá à obra são o que verdadeiramente a completam.
Visa, acima de tudo, conceder às matérias-primas – sejam a tela, o papel, as tintas ou o tempo – laivos de energia, vida e senciência. E alma, se possível…

BÁRBARA BULHÃO (PT)
// The Fly House, 2017, 1’20’’

The Fly House alude para um estudo da imagem, como se tratasse de uma mensagem de carácter etnográfico-antropológico. Os registos videográficos presentes foram elaborados em Citadella, um forte localizado no topo do Monte Gellért, em Budapeste, Hungria, que ocupa um lugar estratégico de extrema importância na história militar da cidade. A única casa presente neste local obedece a uma tipologia familiar contemporânea, e é apresentada como elemento central da obra, circundada por animais voadores como abelhas, aves, borboletas e mosquitos. As imagens mostram o que acontece, obedecendo a um jogo entre o facto e a imagem, ao mesmo tempo que é criada uma analogia entre os espaços público e privado, acedendo a um imaginário em que a “casa mosquito” é ao mesmo tempo uma “casa voadora”.

Produção e realização: Bárbara Bulhão

BÁRBARA BULHÃO
Bárbara Bulhão (Évora, 1992). Vive e trabalha em Lisboa.
Licenciatura em Escultura na Universidade de Évora (2013), Mestrado em Estudos de Escultura, na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa (2015). Cursou o Independent Study Programme Maumaus – Escola de Artes Visuais, em Lisboa (2016). Das exposições individuais, destacam-se: Telhados de casas maiores que a minha, inserida no Ciclo António Duarte, Hotel Madrid (Caldas das Rainha, 2016), Duas Naturezas, um Homem, Galeria do Museu Arqueológico do Fundão (Fundão, 2014). Das exposições coletivas nomeiam-se: RE TORNAR TERRA, Galeria Bangbang (Lisboa, 2016). Vencedora do concurso Artes e Talentos 2016, Porto. Participou projeto Imago Mundi da Benetton Foundation, a convite do CAC Málaga Centro de Arte Contemporânea, Málaga (Espanha, 2015). Participou também no intercâmbio artístico Lisboa-Budapeste (2017), nas Residências Artísticas RésVés, em Mértola (2016) e na Praia da Vitória nos Açores (2015).

CARLOS LIMA (PT)
// Olha aqui, 2017, 5’30’’

“Olha aqui, também filmo!”, disse-me ele.
Começa a nevar, Zé sai à rua com a sua câmara video8.
Uma experiência fílmica que prolonga a existência de um personagem, a relação entre quem filma e quem é filmado. Ou talvez um acto de apropriação (artística?), que impõe uma montagem. De quem é a história? Toca o telefone. Vemos uma laranjeira, o quintal. Tudo branco, e um corpo em movimento. Imagens privadas deslocadas para o espaço público. Será que um vídeo caseiro exibido num museu passa a ser visto como arte? Pergunto-me. Continua a nevar.

Imagem e som: José Letras Miranda
Edição e pós-produção: Carlos Lima

CARLOS LIMA (PT)
Carlos Lima (1984, Alentejo). Estudou Sociologia (ISCTE-IUL) e realização cinematográfica (IBAV-ECDR, Rio de Janeiro). Estuda Antropologia Visual na FCSH-UNL. Realizou curtas-metragens, vídeos institucionais e documentários: Coisas de Gaiatos (2011), Zé Ninguém (2012), Aldeia Branca (2014) e Bonecos da Orada (2015).
José Letras Miranda (1925, Alentejo). Barbeiro, artesão, fadista e poeta. Publicou, em 2013, numa edição de autor, o seu último livro de poesia – Ser ninguém.

CARMO POSSER (PT)
// One Two – Want To, 2017, 1’28’’

O treinador é aquele que faz com que o atleta queira sempre ir mais além. E o atleta vai desenvolvendo mecanismos para “querer querer” cada vez mais por si próprio, assumindo de certo modo o papel de treinador. O ritmo desordenado e com interrupções da voz do treinador grita “ONE TWO, ONE TWO” fazendo as contagens típicas do treino, ao mesmo tempo que incentiva o atleta com o “WANT TO WANT TO” em que o som se transforma. A câmara pousada no chão aproxima o espectador do atleta, ao mesmo tempo tornando-o no atleta/treinador que sai de si para se observar e incentivar a sua própria vontade.

CARMO POSSER (PT)
Carmo Posser (1988), vive e trabalha em Lisboa. Fez formação em Artes Visuais no Ar.co (Lisboa) – Pintura e Desenho (2010), Curso Avançado de Artes Plásticas (2014) e projecto individual de Artes Olásticas (2015). Recebeu a Bolsa Fundação Carmona e Costa em 2015, e o International Artist Project Residency Program na Galerie 102 (Berlim) em 2016. Foi Artista seleccionada para o Prémio Open Call Fuso 2016. Entre as exposições que participou destacam-se: Outono Ar.co 2011/2012, Exposição colectiva Galeria João Esteves de Oliveira 2013, Exposição de Finalistas e Bolseiros do Ar.co 2014/2015/2016, Exposição colectiva na Galerie 102, Berlim em 2016.

DIOGO RODRIGUES GOMES DA CRUZ (PT)
// Wordcoin, 2016, 9’17’’

WORDCOIN propõe a implementação de uma nova moeda, que dará um valor literal ao discurso de cada um. Com a criação do “Banco d’Argumentação”, o cliente-espectador terá a oportunidade de confiar os seus argumentos a uma instituição que os poderá guardar, investir e comercializar, dando a exposição merecida e objectiva às suas ideias.

DIOGO RODRIGUES GOMES DA CRUZ (PT)
Diogo da Cruz é um artista conceptual que vive e trabalha em Lisboa. Tirou a Licenciatura em Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2012) e tem o Diploma em Freie Kunst da Akademie der Bildenden Künste München (2016), onde foi orientado pelo professor Hermann Pitz, e pelos professores convidados Ceal Floyer, Andrea Fraser e Tyler Coburn. Participou no Independent Study Programme at Maumaus – Escola de Artes Visuais (2016). O seu trabalho já foi exposto em Portugal, Alemanha, Austria, Espanha, Grécia, Suécia e Bulgária, incluindo: ‘Arte necessária’ no festival Atalaia Artes Performativas, Ourique (2017); ‘Boobs – The Semiology of Breast’ na TAF/The Art Foundation, Atenas (2017); Arte Jovem 2017 Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa (2017); ‘The gravity of time’ no Sofia Underground (2017); ‘Artypoly’ na Supermarket – Stockholm Independent Art Fair (2017); ‘Enésima Intempestiva’, galeria Àngels Barcelona (2016).

CINZA NUNES (PT)
// Ü, 2017, 9’30’’

trago-vos porque em mim se alojaram
trago uma voz porque preciso que assim seja
estrago a voz com os vossos restos: sou vosso cúmplice, meu inimigo
trago a voz apesar de vós, e sou por isso vosso inimigo: faço questão!
a voz treme, e a culpa é vossa
a voz treme e a culpa é minha!

Performance, vídeo e montagem de Cinza Nunes

CINZA NUNES (PT)
Sou um artista bebé, com 28 anos. Estudo na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e sou modelo para a querida artista plástica Raquel Melgue há 10 anos. Fiz vários cartazes para eventos À Pala De Walsh e para os filmes do meu amor, Ricardo Vieira Lisboa. Expus individualmente, em Janeiro de 2017, na Galeria Germinal: instalação, desenho, vídeo e colagem.

FÁBIO ANDRÉ MARREIROS DE CARVALHO (PT)
// Portal, 2017, 4’50’’

No primeiro ano da sua vida Adão criou um portal, na tentativa de ver surgir alguma companhia daquele buraco negro por onde nada conseguia enxergar. Durante anos o portal nunca funcionou e Adão, só, parecia desesperado por passar tanto tempo isolado na escuridão daquela noite eterna que não o deixava dormir.
O desgaste emocional começou por levar Adão à exaustão e ele estava por pouco… Ao cair em sono profundo, o portal começara-se a transformar numa nuvem clara e brilhante. 24 códigos encriptados surgiram em torno do portal, mas Adão nunca acordara, nunca resolveu o enigma e a sua companhia nunca chegara. É portanto, agora, a melhor altura de solucionar este problema. Com o público sentado e o portal à espera de ser ligado, a análise começa e sinto que será, finalmente, a altura certa para socorrer Adão e fazer desaparecer toda esta neblina que paira sobre nós.

Produção: Fábio Carvalho

FÁBIO ANDRÉ MARREIROS DE CARVALHO (PT)
Fábio de Carvalho nasceu em Évora em 1992. Licenciado em Artes Visuais na Universidade de Évora (2012-2015) e Realização na Restart (2015/16). Frequentou o workshop de Cinema – Super8 e 16mm na Associação Súbita e participou em 2015 da Residência Artística “Oficinas do Convento” em Montemor-o-Novo. Participou de exposições coletivas e individuais em Lisboa e Évora, com trabalhos de fotografia e vídeo. Desde 2014 explora a sua autobiografia, onde a memória é o seu núcleo de trabalho. Fábio de Carvalho procura dar corpo às suas memórias através de um processo imaginativo e metamórfico, construindo um diálogo entre o seu carácter e a sua atitude perante o mundo. Em sua obra explora diferentes tipos de linguagens tais como a fotografia, o vídeo, a pintura, a performance e a instalação.

FILIPE PINTO (PT)
// Inappropriate Film #1, 2017, 3’13’’

[Esta peça faz parte de uma série de pequenos filmes da cidade]

Filmar é isolar; nesta cena apenas se desenhou um limite – o limite do visível. Este não é um acontecimento por si mesmo – trata-se de uma ocorrência recorrente e banal. O que faz o acontecimento é o ponto de vista (e de audição). O acontecimento não ocorre, de facto; é criado pelo observador, por quem isola. O acontecimento é este filme e não aquilo que filma. O isolamento resulta de um trabalho de atenção, o que é também o que acontece no projecto Inappropriate Poetry a partir do qual provêm os títulos das cenas. Inappropriate Poetry (www.inappropriatepoetry.wordpress.com) é um projecto diário sobre a cidade, o quotidiano e a linguagem.

Realização, montagem, som: Filipe Pinto

// Inappropriate Film #2 #6 #3, 2017, 5’

Filmar é isolar; nestas três cenas apenas se desenhou um limite – o limite do visível. Estes não são acontecimentos por si mesmos – tratam-se de ocorrências recorrentes e banais. O que faz o acontecimento é o ponto de vista (e da audição). O acontecimento não ocorre, de facto; é criado pelo observador, por quem isola. O acontecimento é este filme e não aquilo que filma – o som, a sombra, a janela. O isolamento resulta de um trabalho de atenção, o que é também o que acontece no projecto Inappropriate Poetry a partir do qual provêm os títulos das cenas. Inappropriate Poetry (www.inappropriatepoetry.wordpress.com) é um projecto diário sobre a cidade, o quotidiano e a linguagem.

Realização, montagem, som: Filipe Pinto

FILIPE PINTO (PT)
Filipe Pinto é artista e escreve sobre arte e filosofia. Criou projectos artísticos para as bienais Experimentadesign, galeria a9)))), revista ESC:ALA, Imprópria, Intervalo e WrongWrong. Artista em residência no primeiro número da revista WrongWrong com um projecto que integrava texto, poesia, vídeo e fotografia. Co-criação e cenografia da peça ‘Se Eu Vivesse Tu Morrias’ (Culturgest). Co-criação das performances ‘Nortas’ (Mais pra menos que pra mais, Teatro Maria Matos, Culturgest) e ‘As Costas de Bernardo Passos’ (Teatro Municipal de São Brás de Alportel). Co-editor do volume Estética e Política entre as Artes (Edições 70). Ensaios, críticas e artigos em várias publicações (Intervalo, Imprópria, Artecapital, CINEMA, ESC:ALA, WrongWrong) e em edições de autor.

JOÃO LEAL (PT)
// Referential Repèrage – Barney’s, 2016, 2’13

Uma repèrage inútil e fora de tempo para o Cremaster 4 (1994), do Matthew Barney.

Fotografia, Som, Edição, Correção de Cor – João Leal

JOÃO LEAL (PT)
João Leal (Porto, Portugal, 1977). Artista e professor. Participa em exposições individuais e colectivas desde 2001. Em 2005 venceu, ex-aequo, o Prémio Pedro Miguel Frade do Centro Português de Fotografia, com o trabalho “Night Order”. Doutorando na University of South Wales com ligação ao European Centre for Documentary Research. Foi colaborador de várias instituições (TNSJ, TNDM II, RTP, Casa da Música). Actualmente é docente no Departamento de Artes da Imagem do P.Porto || ESMAD.

JOSÉ SIMÕES (PT)
// How to eat a Napoleão, 2017, 2’43

‘Como comer’ é uma série de vídeos curtos que mostram as diferentes formas portuguesas de comer os doces tradicionais que se pode encontrar em pastelarias e cafeterias em Portugal, como éclairs, jesuíta, pastel de nata, bola de berlim, croissant , Napoleão, queque, bolo de arroz, entre outros. Um humor sutil, um lindo retrato das peculiaridades culturais e pessoais.

Uma ideia de José Simões
Vídeo e edição: by José Simões

JOSÉ SIMÕES (PT)
// How to eat a Queque, 2017, 3’19

‘Como comer’ é uma série de vídeos curtos que mostram as diferentes formas portuguesas de comer os doces tradicionais que se pode encontrar em pastelarias e cafeterias em Portugal, como éclairs, jesuíta, pastel de nata, bola de berlim, croissant , Napoleão, queque, bolo de arroz, entre outros. Um humor sutil, um lindo retrato das peculiaridades culturais e pessoais.

Uma ideia de José Simões
Vídeo e edição: by José Simões

JOSÉ SIMÕES (PT)
José Simões nasceu na beira, Moçambique, um ano e quarto dias depois da Revolução dos Cravos. É graduado em Artes Plásticas – Escultura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Participou em residências artísticas em Benevento (Itália); Barcelona (Espanha) e Den Bosch (Holanda). Barrabés – Vídeo Documentário Experimental sobre Paisagem participou da 4ª competição Instantes de Paisagem 2010, no instituto CDAN – Centro de Arte y Naturaleza, Huesca, Barcelona – Espanha e no 5º festival Internacional de Cinema de Montanha Shh – Ushuaia, Tierra del Fuego, Patagonia, Argentina.
Seu projeto experimental de vídeo arte – PIM, PAM foi apresentado no Bronx (Nova Iorque), Buenos Aires (Argentina), Plovdiv (Bulgária), Berlim (Alemanha), Barcelona (Espanha), Timisoara (Roménia). Recebeu o Prémio aquisição FUSO / Fundação EDP em 2015 com o vídeo “Como os Portugueses comem a Torrada em Pão de Forma”.
Dedica grande parte do seu tempo atualmente ao audiovisual, nas suas vertentes experimentais, documentais e vídeo arte, com maior interesse no retrato e na coleta de significados.

JÚLIO FRANCISCO RIBEIRO DA COSTA (PT)
// Falsidade (em jeitos kitsch), 2017, 1’03

Pequena animação em tom humorístico que aborda os falsos sorrisos e o cinismo.

Feito na totalidade por: Júlio F. R. Costa

 JÚLIO FRANCISCO RIBEIRO DA COSTA (PT)
Júlio Francisco Ribeiro da Costa é artista visual que trabalha com vários meios para a realizaçnao das suas obras. Licenciado em Filosofia, atualmente faz mestrado em Mercados da Arte. Participou em algumas exposições colectivas e tem obras suas em algumas colecções privadas.

LEALVEILEBY (ANTÓNIO LEAL, JESPER VEILEBY) (PT)
// Domestic Heroes, 2017, 5’20

Em Domestic Heroes os artistas seguem um elenco de utensílios nas suas aventuras domésticas do dia-a-dia. Domestic Heroes surge como um vídeo caseiro, no qual os objectos assumem o papel central e, numa troca de perspectivas, os artistas são personagens secundários nas suas próprias casas, colocando em questão a relação deles com o funcionalismo e o consumismo.

 

 LEALVEILEBY (ANTÓNIO LEAL, JESPER VEILEBY) (PT)
// The Two-Headed Bull and Other Portuguese Fables, 2017, 8’14

The Two-Headed Bull é um jogo visual filmado na região de Lisboa e no interior de Portugal. Enquanto crianças deparamo-nos com fábulas e histórias que antropomorfizam animais, objectos inanimados e outras coisas para ilustrar e contar lições morais. No entanto, como adultos, continuamos inconscientemente a fabular o que está a nossa volta, talvez mais aparente no nosso uso da linguagem e de dizeres como “Teimoso que nem uma porta!”. Mas a língua dá forma ao modo como vemos o mundo, e algo tão inocente como a antropomorfização de um saco de plástico a esvoaçar ainda carrega e reforça valores morais preconcebidos.

LEALVEILEBY (ANTÓNIO LEAL, JESPER VEILEBY) (PT)
A dupla LealVeileby, composta por António Leal e Jesper Veileby, explora a natureza da arte e a forma como nós, enquanto cultura, construímos significado ao mesmo tempo que celebra o humor e o absurdo. Ambos têm um MFA da Malmö Art Academy na Suécia e vivem e trabalham entre Malmö e Lisboa. Leal estudou ainda na Maumaus em Lisboa.
Participam atualmente da XIX Bienal de Cerveira (Vila Nova de Cerveira, PT, 2017), e seu trabalho foi apresentado na Sjöbo Konsthall (Sjöbo, SE, 2017), Supermarket Art Fair (Stockholm, SE, 2016), Galleri CC (Malmö, SE, 2015-16) e Inter Arts Center (Malmö, SE, 2015).
A dupla apresentou individualmente no Porto (Espaço Campanhã, PT, 2013), Lund (Galleri Pictura, SE, 2012) e Karlstad (Konsthall K, SE, 2014). Receberam bolsas de Helge Ax:son Johnsons Foundation (Stockholm, SE, 2015 e 2017), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, PT, 2010-2011) e Kristinehamns Art Museum (Kristinehamn, SE 2016). Leal está ainda representado no Museu Coleção Berardo, Lisboa.

MARGARIDA GOUVEIA (PT)
// Mirror Game, 2016, 4’50

Mirror Game é uma captura digital feita em um estúdio, do movimento de dois atores (homem e mulher) que executam o jogo espelho.
O vídeo é concebido para representar a diferença entre provocação e resposta dentro do comportamento humano analógico e a reprodução digital, através de um meio digital.
Esta peça de video faz parte de um projeto maior, um ensaio visual que inclui uma série fotográfica X, Y, Z e Outra para a sorte, 2016

Captação de imagem:
CENTROID Motion Capture Studios, Pinewood&Shepperton Studios, London
Performer I – Jessica White
Performer II – Josh Jefferies

MARGARIDA GOUVEIA (PT)
Margarida Gouveia nasceu em 1977 en Torres Vedras, Portugal. Vive e trabalha em Londres. Graduada em Fotografia pela Royal College of Art, Londres, 2012. Entre as exposições destacam-se: Galeria Hawaii-Lisboa (2018), House of Photography, Deichtorhallen, Hamburg, DE (2017); Nobel Peace Center, Oslo, NO (2017), Foundation Banca del Monte di Lucca, IT (2016), Fundação Gulbenkian, Paris, FR (2016) – mostras que fazem parte do European Photography Exhibition Award 03; Relief Press at Banner Repeater Project Space, London, UK (2015); Hangaram Museum, Seoul, KR (2015); Museu do Chiado MNAC, Lisboa, PT (2015); Photobook Dummy Award, Le Bal – Paris, Dublin, Milan and Kassel (2013); Espaço Novo Banco, Lisboa, PT (2012); Twelve Around One Gallery, London, UK (2011); The Mews Project Space, London, UK (2011); Museu Berardo, Lisboa, PT (2008); Sala Veado Museu de História Natural, Lisboa, PT (2010); MUDAM Luxembourg, LU (2008).

MIGUEL FERASO CABRAL (PT)
// Last Day At The Office, 2015, 0’28

Vídeo de despedida no último dia de trabalho com a exploração sonora de objetos intrínsecos daquele quotidiano.

Som e Edição video: Miguel Feraso Cabral
Captação de imagem (smartphone): João Costa

MIGUEL FERASO CABRAL (PT)
Miguel Ferado Cabral (1972) é natural de Lisboa onde vive e trabalho. Licenciado em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa (1996). Durante os anos que trabalhou em diferentes áreas (arquitetura, ensino de artes visuais e Web Designer para publicidade e imprensa), Miguel Ferado Cabral manteve ativa a produção dos seus próprios projetos de desenho, pintura, música, sound-art, vídeo e instalação. Suas influências e inspirações iniciais foram as obras de Quino, pelo seu humor peculiar; Robert Crumb, pelo seu grafismo underground e tom introspetivo; John Zorn, pela sua audaz desconstrução e mistura de vários estilos musicais. Independentemente do meio utilizado o artista tem uma abordagem conceptual que muitas vezes incorpora humor e / ou um caráter rudimentar. Desde muito cedo Miguel Cabrall se define como produtor de ‘coisas’ e considera esta a sua melhor forma de aprendizagem.

MIGUEL TAVARES (PT)
// Surroundings, 2017, 9’57

Muitas câmaras de vigilância são instaladas para proteger casas, observar o céu, espiar os vizinhos. Podem existir muitas razões para instalar uma câmara de vigilância, mas todos querem filmar um momento, um evento diferente dos outros. As pessoas querem capturar o assalto ao banco.

Realização, Montagem: Miguel Tavares
Produção: Camila Vale, Miguel Tavares
Voice-over: Tomás Romero Talley
Música: Funcionário

 

MIGUEL TAVARES (PT)
Miguel Tavares nasceu em 1992 na cidade de Setúbal.
Concluiu o curso de Cinema e Imagem em Movimento no Ar.Co e neste momento frequenta, na mesma escola, o segundo ano do Curso Avançado de Artes Plásticas.
Trabalhou como assistente de montagem do filme Cavalo Dinheiro de Pedro Costa e Lisbon Revisited de Edgar Pêra. Tem apresentado com regularidade o seu trabalho em vários festivais de cinema em Portugal.

PATRÍCIA BANDEIRA
// o . 0 | 0 . o, 2016, 5’35”

Sob troncos e solo húmidos jaz a Planaria, um organismo cujos membros amputados se expandem e multiplicam numa auto-regeneração em paralelo à nova era geológica.

PATRÍCIA BANDEIRA (PT)
Interesses recentes de pesquisa incluem transindividuação, ontologias especulativas e meta-estabilidade. Vencedora do prémio Novo Banco Revelação 2014, tem trabalho apresentado em vários festivais de video arte nacionais e internacionais. Actualmente a residir em Londres no Reino Unido, realizou durante três anos consecutivos a curadoria de um festival de video-arte no Porto e é estudante de belas artes na Goldsmiths, University of London.

RICARDO VIEIRA LISBOA (PT)
// Volleyball Holiday, 2017

A frágil natureza da película de celulóide, ou o dispositivo como um fim em si.

Realização, montagem e produção: Ricardo Vieira Lisboa

RICARDO VIEIRA LISBOA (PT)
Ricardo Vieira (n. 1992, Lisboa) trabalha como crítico no site de cinema À pala de Walsh, do qual é co-fundador e coordeandor. É programador de curtas-metragens no IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema de Lisboa. Mestrado na Escola Superior de Teatro e Cinema na área de Dramaturgia e Realização, é também (vídeo-)ensaísta e realizador.

 

ROSE MARA SILVA (BR)
// A margem da Margem, 2017, 7’59

A margem da margem aborda os ciclos viciosos de marginalização que afetam a vida de mulheres negras pelo mundo afora, e que na interseccionalidade das disparidades sociais se vêem duplamente afetadas, quer pelo machismo, quer pela desfiliação social urbana institucionalizada. Com um roteiro composto de forma não linear, o filme busca colocar o espectador no espaço/tempo interior da personagem, onde a vertigem, a incerteza e a descontinuidade são constantes. Apesar de tratar-se de um tema bastante denso e complexo, o filme coloca a questão de forma poética, com uma estética própria que recorre à intersecção de linguagens artísticas, envolvendo o audiovisual, a performance, a dança, a arquitetura urbana e a poesia. Forma assim um todo comunicante, gerador de metáforas provocadoras que pretendem inquietar a audiência e ao mesmo tempo transmutar situações limítrofes em beleza e esperança de transformação.

Direção e Performance: Rose Mara Silva
Direção de fotografia e imagem: Lubanzadyo Mpemba Bula
Edição de Imagem e Som: Maíra Zenum
Montagem: Rose Mara Silva, Lubanzadyo Mpemba Bula, Maíra Zenum
Paisagem Sonora: Márcio Rosa
Texto e voz: Rose Mara Silva

ROSE MARA SILVA (BR)
Rose Mara Silva, brasileira, é mestranda Psicomotricidade pela Universidade de Évora e licenciada em Dança pela Faculdade de Artes da Universidade Estadual do Paraná UNESPAR-FAP. É formada pela Ècole des Sables – Centre de Danses Traditionelles et Contemporaines d’Afrique (Senegal). Dançou e atuou em diversos grupos de dança e teatro no Brasil. É uma artista multilinguagem que atua enfáticamente com dança. Como criadora em dança, desenvolveu as performances solo: Pertencer, Eros e Anake e Ubuntu. Na linguagem audiovisual criou “A flor e a Náusea” vídeo-dança produzido em parceria com a realizadora Savana Vagueiro, exibido no Cine RuaSete (Vitória-ES, 2013), no Bodies in Land Festival May-Nard, (País de Gales, Reino Unido, 2014), na Mostra Internacional de vídeo dança de São Carlos (São Carlos – SP, 2014), na Mostra Itinerante do Sesc São Carlos, e na Mostra Desterro de Vídeo-dança no 5º Festival de Dança de Florianópolis – SC (2014).

RUY OTERO e SAMUEL CAMARA (PT)
// Art Luna Park, 2017, 5’14

Em ART LUNA PARK satiriza-se e formaliza-se certos paradigmas da arte contemporânea justapondo-se a alta e a baixa cultura. Uma viagem no carrocel da linguagem.

Ruy Otero trabalha como encenador, realizador, argumentista, artista plástico e actor. É co-fundador e Director Artístico do Pogo Teatro desde 1993. Colabora proficuamente com diversos autores de diferentes áreas, como João Urbano, Pedro Cabral Santo, Pedro Amaral, Miguel Soares, Clara Andermatt, Francisco Luís Parreira, Fernando Fadigas, Sílvia Real, Felix Lozano, Luís ElGris, entre outros.

Samuel Camara é licenciado em Ciências e Tecnologias do Som sob a orientação de compositores Jonas Runa e Isabel Pires. Desenvolve o seu trabalho numa forma polissémica de praticas artísticas entre a Informática Musical e as Artes Performativas. Através de uma reflexão crítica musicológica e cultural aprofunda os principais temas que ligam a música às tecnologias surgidas na era da eletricidade, incluindo as relações de processos tecnológicos e informaticos de criação nas artes performativas.

SOFIA F. AUGUSTO (PT)
// Do não-lugar ao lugar, 2016, 5’

Em tempos idos, na aldeia de Nogueira (Boticas, Trás-os-Montes), o campo de futebol tomou forma sob uma implantação bastante particular, no sopé de um monte. Assim, um suposto obstáculo geográfico e topográfico gerou a peculiar mise-en-scène deste lugar.
Todavia, o êxodo da população para os centros urbanos e a criação de infraestruturas adequadas para a prática de desporto, remeteram este local de jogo ao esquecimento, descaracterizando-o. Os agentes que intervêm agora neste espaço são as crianças que ainda habitam a aldeia, num acto performativo que dá (e devolve) sentido ao lugar.

Fotografia, Som, Edição, Correcção de Cor: Sofia F. Augusto

SOFIA F. AUGUSTO (PT)
Sofia F. Augusto (1985), artista visual e arquitecta. Vive e trabalha no Porto.
Estudou Arquitectura na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), obtendo o grau de Mestre e, em 2016 conclui o Mestrado em Comunicação Audiovisual – Especialização em Fotografia e Cinema Documental (ESMAE).
No mesmo ano, colaborou com o grupo de investigação CCRE (Centro de Comunicação e Representação Espacial), integrado no Centro I&D da FAUP, onde desenvolveu projectos de investigação visual e teórica em torno do universo da Fotografia relacionada com Paisagem e Território. Em 2015, foi destacada no Concurso Jovens Criadores (CPAI) nas categorias de Fotografia e Vídeo e, em 2016, foi finalista da Bolsa EDP Manoel de Oliveira.
Participa em exposições colectivas com trabalhos de fotografia, instalações de som e imagem e peças de vídeo-arte.

REIS VALDREZ (PT)
// Unenclosed, 2016, 1’20

Durante um periodo de residência artística as janelas do local habitado desempenharam o papel de sujeito e sobre a perspectiva da janela e do seu eixo de rotação foram geradas estas imagens que retratam uma experência de enclausura num regime livre.

VITOR MANUEL REIS PINTO DA SILVA (PT)
Formado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto em Artes Plásticas – Multimédia e com o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas.
Expõe com regularidade desde 2012. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian na Residência Artística da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) São Paulo, Brasil e vencedor do grande prémio da Bienal Internacional de Arte Jovem de Vila Verde em 2014, já expôs em diversos locais dos quais se destacam o Centro Internacional das Artes José de Guimarães na exposição Caminhos de Floresta, Studi Festival em Milão, a Sala-X U-vigo em Pontevedra, Bienal de Cerveira, Galeria dos Leões, Maus Hábitos, Centro dos Assuntos da Arte e Arquitetura em Guimarães e Árvore Cooperativa de Atividades Artísticas.