TESTEMUNHAS DE UM TEMPOPrograma Solange Farkas

// Pacifico, 2014, 2’42”

19º Festival

Pacifico mostra um mar agitado, noturno e, aparentemente, indecifrável. Sem referências que o localizem, é um fragmento indefinido do oceano. Embora tenha admitido a brutalidade de suas ações durante o regime militar de Pinochet, o exército chileno nunca revelou o paradeiro das suas vítimas.

A maioria é identificada como tendo sido “atirado/a ao mar”, ou seja, irrecuperáveis. Em Pacifico, o mar torna-se uma memória que assombra em silêncio a noite da história.

Enrique Ramírez| Santiago, Chile, 1979

É artista visual. Trabalha com filme, vídeo, fotografia e instalação, em obras que procuram reintroduzir o elemento humano em distopias contemporâneas. Temas como deslocamento, exilio e a descontinuidade da memória são exploradas na sua obra através de elementos contemplativos como vastas paisagens, água, brisas, enquanto espaços geopoéticos abertos ao trabalho da imaginação subjetiva. É formado em Comunicação Audiovisual com bacharelado em Estudos Fílmicos pelo Instituto de Artes y Comunicación Arcos, Santiago do Chile, e Mestre em Arte Contemporânea e Novas Mídias pelo Studio National Des Arts Contemporains Le Fresnoy, Tourcoing, França. Realizou mostras individuais como Cartografías para navegantes de tierra, Galería Die Ecke, Santiago, Chile (2012); De latitudes enportrait, GalerieJeuneCréation, Paris (2013); Los Durmientes, Les modules, Palais de Tokyo. Paris, (2014), entre outras. Participou em festivais e mostras coletivas como a Bienal de Video y Nuevos Medios, Santiago, Chile (2003/5/7); European Art Media Festival, Osnabrück, Alemanha (2011); Bienal de Sharjah, Emirados Árabes Unidos (2011), entre outras. Vive e trabalha entre Paris e Santiago.

ENGLISH


WITNESSES OF A TIMESolange Farkas's Program

// Pacifico, 2014, 2’42”

19th Festival

Pacifico shows a turbulent, nocturnal and apparently indecipherable sea. Without references that locate it, it is an indefinite fragment of the ocean. The Chilean army, while admitting the brutality of its actions during Pinochet’s military regime, never revealed the whereabouts of its dead victims. Most are identified as having been “thrown into the sea”, that is, unrecoverable. In Pacifico, the sea becomes a memory that haunts, in silence, the night of history.

Enrique Ramírez| Santiago, Chile, 1979

Enrique Ramírez is a visual artist who uses film, video, photography and installation in works that seek to reintroduce the human element into contemporary dystopias. Themes such as displacement, exile and discontinuity of memory are explored in his work through contemplative elements such as vast landscapes, water, breezes, as geopoetic spaces open to the subjective imagination. He holds a bachelor’s degree in Film Studies from the Arcos Institute of Arts and Communication, Santiago de Chile, and a Master’s Degree in Contemporary Art and New Media from Studio National Des Arts Contemporains Le Fresnoy, Tourcoing, France. He has exhibited solo shows such as Cartografías para navegantes de tierra, Die Ecke Gallery, Santiago, Chile (2012); De latitudes en portrait, Galerie Jeune Création, Paris (2013); Los Durmientes, Les modules, Palais de Tokyo. Paris, (2014), among others. He participated in festivals and group shows such as the Biennial of Video and New Media, Santiago, Chile (2003/5/7); European Art Media Festival, Osnabrück, Germany (2011); Biennial of Sharjah, United Arab Emirates (2011), among others. Lives and works between Paris and Santiago.