TESTEMUNHAS DE UM TEMPOPrograma Solange Farkas

// Concerto para Clorofila, 2004, 7’23”

15º Festival

Como um passeio contemplativo, em Concerto para Clorofila a câmara persegue as diferentes formas e cores de um jardim. Detendo-se sobre diversos tipos de plantas e folhas; repara na passagem do sol pelas copas das árvores, nos seus reflexos na água e as analogias formais que jogos de luz e sombra produzem no espaço. A câmara flana; o seu registo aproxima-se do encantamento curioso, que ora faz lembrar o olhar infantil sobre um mundo recém-conhecido, ora remete à visão subjetiva de um insecto ou pássaro, passeando como se buscasse algo. Delicada, a música composta pelo O Grivo é executada pelo próprio artista, numa espécie de desdobramento musical da mise-en-scène do vídeo.

* Projecção especial apenas na noite de inauguração

Cao Guimarães | Belo Horizonte, Brasil, 1965

É cineasta e artista visual. As suas obras aliam a ideia de tempo cinematográfico à noção de contemplação, comum nas artes plásticas, com especial atenção à beleza prosaica e à potência vital de pequenos instantes do quotidiano. Formou-se em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais e em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Desde o final dos anos 1980, exibe os seus trabalhos em prestigiadas instituições, como a Tate Modern, Londres, e o Museum of Modern Art, Nova Iorque. Possui obras em coleções como a Fondation Cartier Pour l’Art Contemporain, Paris; do Walker Art Center, Minneapolis; e do Instituto Inhotim, Brumadinho. Em 2013, realizou a exposição Ver é uma Fábula, no Instituto Itaú Cultural, São Paulo, exibindo mais de uma década de produção artística. Os seus filmes já participaram em diversos festivais, como o de Locarno, (2004, 2006 e 2008); o Sundance Film Festival (2007); e o Festival de Cannes (2005). Vive e trabalha em Belo Horizonte.

ENGLISH


WITNESSES OF A TIMESolange Farkas's Program

// Concerto para Clorofila, 2004, 7’23”

15th Festival

In a contemplative walk, in Concerto para clorofila the camera chases the different shapes and colors of a garden. It dwells on various types of plants and leaves; notices the passage of the sun through the treetops, its reflections in the water, and the formal analogies that light and shadow plays produce in space. The camera strolls; its record becoming a curious enchantment, which sometimes resembles the infantile gaze on a world just recently known, it refers at times to the subjective vision of an insect or a bird, pacing as if seeking something. Delicate, the soundtrack composed by O Grivo is performed by the artist himself, in a sort of musical unfolding of the mise-en-scène of the video.

* Special projection at the opening night

Cao Guimarães | Belo Horizonte, Brasil, 1965

Cao Guimarães is a filmmaker and a visual artist. His works combine the idea of ​​cinematographic time with the notion of contemplation, common in the visual arts, with special attention to the prosaic beauty and vital force of small instants of daily life. He graduated in philosophy from the Federal University of Minas Gerais and in journalism from the Pontifical Catholic University of Minas Gerais. Since the late 1980s, he has exhibited his work at prestigious institutions such as Tate Modern, London, and the Museum of Modern Art, New York. He has works in collections such as the Fondation Cartier Pour l’Art Contemporain, Paris; Walker Art Center, Minneapolis; And the Inhotim Institute, Brumadinho. In 2013, he exhibited Ver é uma Fábula, at the Itaú Cultural Institute, São Paulo, an exhibition including more than a decade of artistic production. His films have participated in several festivals, such as Locarno (2004, 2006 and 2008); The Sundance Film Festival (2007); and Festival de Cannes (2005). Lives and works in Belo Horizonte.