FILIPE PINTO (PT)
// Inappropriate Film #2 #6 #3, 2017, 5’

Filmar é isolar; nestas três cenas apenas se desenhou um limite – o limite do visível. Estes não são acontecimentos por si mesmos – tratam-se de ocorrências recorrentes e banais. O que faz o acontecimento é o ponto de vista (e da audição). O acontecimento não ocorre, de facto; é criado pelo observador, por quem isola. O acontecimento é este filme e não aquilo que filma – o som, a sombra, a janela. O isolamento resulta de um trabalho de atenção, o que é também o que acontece no projecto Inappropriate Poetry a partir do qual provêm os títulos das cenas. Inappropriate Poetry (www.inappropriatepoetry.wordpress.com) é um projecto diário sobre a cidade, o quotidiano e a linguagem.

Realização, montagem, som: Filipe Pinto

FILIPE PINTO (PT)

Filipe Pinto é artista e escreve sobre arte e filosofia. Criou projectos artísticos para as bienais Experimentadesign, galeria a9)))), revista ESC:ALA, Imprópria, Intervalo e WrongWrong. Artista em residência no primeiro número da revista WrongWrong com um projecto que integrava texto, poesia, vídeo e fotografia. Co-criação e cenografia da peça ‘Se Eu Vivesse Tu Morrias’ (Culturgest). Co-criação das performances ‘Nortas’ (Mais pra menos que pra mais, Teatro Maria Matos, Culturgest) e ‘As Costas de Bernardo Passos’ (Teatro Municipal de São Brás de Alportel). Co-editor do volume Estética e Política entre as Artes (Edições 70). Ensaios, críticas e artigos em várias publicações (Intervalo, Imprópria, Artecapital, CINEMA, ESC:ALA, WrongWrong) e em edições de autor.